Começo este texto dizendo que estou muito feliz em estar de volta neste canal, compartilhando com vocês minhas idéias e opiniões sobre os assuntos relacionados ao futebol e coisas do nosso cotidiano. É muito bom estar aqui novamente e conto com a leitura e a opinião de todos vocês.
Bom, hoje quero falar de Inter. Não quero ser oportunista, apenas voltar a este espaço dando a minha opinião sobre o turbilhão que vive o Sport Club Internacional.
O presidente Giovanni Luigi demitiu seu vice de futebol, Roberto Siegmann e o treinador Paulo Roberto Falcão. Isso é fato. Agora, por causa disso, uma crise começou no Beira-Rio? Não! Essa crise já estava acontecendo e só faltava ser anunciada. Só não enxergava quem não queria.
O presidente tem todo o direito de demitir e contratar quem ele bem entende, afinal de contas, ele está à frente de tudo. E quem acompanha o dia-a-dia do futebol colorado, percebia que as coisas não estavam bem entre ele e seus demitidos. Aliás, não começou bem. Bom, mas isso já é passado e devemos olhar para frente.
Fernandão chegou, quer mostrar que o grupo pode mais e quer a reaproximação de Carvalho no vestiário. Está certo? Entendo que sim. Afinal, ele e o ex-presidente montaram uma estratégia que já deu certo uma vez e um sabe trabalhar com o outro.
Agora, o que não dá para aceitar é que dirigentes quando perguntados sobre quem será o novo treinador, dizem que a opinião da torcida deve ser ouvida, mas não levada em conta como fator decisivo para a contratação. Um clube com mais de 106 mil sócios deve ouvir sempre o que pensa seu torcedor e seu associado.
Ora bolas, quem paga a conta? Sempre ouvi dizer que “a voz do povo é a voz de Deus”.
Interativa de rádio é coisa séria e dia desses, a Rádio Gaúcha (uma das especialistas em futebol) realizou uma interativa sobre a contratação do Cuca. Ele teve 92% de rejeição. Quanto a isso, os dirigentes lembram que Abel era rejeitado, Tite foi rejeitado e Celso Roth também foi rejeitado. Abel teve sua rejeição porque todos já conheciam seu trabalho no Beira-Rio em outras épocas e ele ainda não havia ganhado nenhum título de muita expressão. Ok! Ganhou a Libertadores e o mundial. Entrou para a história do Inter. Mas foi um caso em mil.
Tite ganhou a Sul Americana. Ok! Mas todos concordam que o Inter, naquele ano, podia mais e convenhamos, este título ficou como “prêmio de consolação”. Alguém esqueceu como o Inter se classificou na Copa do Brasil contra o Coritiba e Flamengo sob seu comando? E a final contra o Corinthias? Nem se fala. No Brasileirão, afundou.
Celso Roth venceu a Libertadores. Muitos creditam ao trabalho realizado anteriormente por Jorge Fossati. E depois? Afundou no Brasileirão e perdeu o mundial para o Mazembe com o Leandro Damião no banco. Alguém esqueceu disso?
Portanto, com tudo isso, quero dizer que os dirigentes devem sempre ouvir a torcida, afinal, quem paga a conta é ela. Quando erram, é campanha atrás de campanha de marketing pedindo apoio de quem? Do seu torcedor, é claro. Este, antes desprezado.
Cuca quer trabalhar no Inter. 500 mil por mês, quem não quer? Não está fácil arrumar este dinheiro por ai.
Até mais…
