10.30.09
A garra de Dunga

O treinador falando do esquema de nossa Seleção
Na terça escrevi sobre meu desafio no último final de semana. Sei que isso com certeza, renderia tanto assunto que não acabaria mais. Cada um com os seus e com suas histórias, mas essa não era a proposta. No caso de ontem, serviu apenas para introduzir o assunto deste post o qual falarei sobre Dunga, o capitão do tetra e hoje, o treinador da Seleção Brasileira. Ouvindo Dunga falar, comprovei a impressão que sempre tive dele: um exemplo de cidadão, líder e um profissional que “não fecha nehuma porta por onde passa”, como ele se auto define.
Tive a sensação de ouvir um Dunga tranquilo, falante e disposto a contar alguns trechos de sua carreira como jogador e esclarecer a todos que ali estavam, sobre como é comandar uma das seleções mais famosas do mundo, que segundo ele, fica tudo mais fácil quando se trabalha com craques. O técnico conta que começou cedo (desde os 14 anos) e sempre sonhou em ser jogador e conquistar o que conquistou. Não cansou de afirmar que trabalhou duro para isso. Desde os tempos em Ijuí/RS até sua chegada ao Internacional, falou sobre sua passagem na Itália, Alemanha, Japão e sua volta ao clube que o revelou para o futebol, onde encerrou sua vitóriosa carreira. E claro, nesse meio tempo, suas passagens pela Seleção Brasileira, onde jogou desde os seus 17 anos.
O capitão lembrou que quando chegou para disputar o mundial da Itália sob o comando de Sebastião Lazaroni, foi uma estreia marcada como uma “nova era”, ou melhor, a era Dunga. E o Brasil fracassou diante da Argentina de Maradona e Caniggia e grande parte da imprensa e da torcida culpou Dunga e sua “era” pela eliminação nas oitavas-de-final. Só que ele acredita sempre em dar a volta por cima e como o seu comportamento era aguerrido e comprometido com a Seleção, isso fez com que Parreira apostasse nele novamente e 4 anos mais tarde o Brasil sagrou-se tetracampeão sobre a Itália e Dunga foi quem levantou a taça como capitão no mundial dos Estados Unidos.
Como sempre topou desafios, não pensou duas vezes quando foi convidado para assumir o cargo de técnico da seleção canarinho em 2006, ano de um novo fracasso do Brasil no mundial da Alemanha. O clima de oba-oba, as “farras” e a falta de preparo físico de alguns atletas levaram a Seleção a eliminação contra a seleção francesa na copa. Dunga tinha a missão de reestruturar tudo para as próximas campanhas. E o pior, sem nunca ter treinado nenhum time de futebol. Mas ele lembrou e informou a todos que já tinha tido uma pequena experiência como técnico em sua passagem pelo Japão.
No começo, todos desconfivam que ele não conseguiria. Mas com o trabalho sério e suas insistências (pois Dunga afirmou que não gosta de errar e quando isso acontece, que seja com a sua cabeça), hoje forma dupla com seu companheiro de Seleção nos tempos de jogador, Jorginho e juntos no comando, já conquistaram a Copa América, Copa das Confederações e a classificação antecipada para a Copa da África com o 1° lugar nas eliminatórias. Seus números impressionam até mesmo seus críticos mais duros.
Terminada a palestra, saio pensando que o grupo atual (grupo base) da Seleção entende o que seu comandante quer, se contamina por seu espírito lutador e obestinado a vitórias e com certeza, depois de todas estas conquistas, não resta dúvida de que todos que lá estarão, farão o melhor de si para entrar na história como um time campeão. Assim como seu comandante foi e quer ser como treinador. Para ele, não há limites.

Na foto, tive a oportunidade de dar os parabéns pelo seu trabalho e desejar sorte para Seleção em 2010 na África.
Até mais…
Rafael disse,
01/11/2009 às 20:03
É o Dunga é um Cidadão !!!!
esse cara é um exemplo para todos e tudo, acho que são poucos atletas ou melhor ídolos que nos podemos dizer que são bons exemplos, para a população. Acho que o Senna foi outro mas não consigo lembrar de mais ninguém além destes dois.
Abraço !!! Bom trabalho!!!
Natália Osório disse,
30/10/2009 às 12:22
Gostei muito da matéria Mathues, e concordomplenamente com a tua opinião sobre o Dunga..Era o que a seleção estava precisando e já que não podia ser Felipão, acho que o “estilo Dunga” fez mutissímo bem ao time, que se observarmos´quase sempre é o mesmo que jogou a Copa de 2006, porém com um “plus” á mais que na minha opinião veio da garra e pulso firme do próprio técnico!!
Abraço sempre com saudade!!
carlos magno froes disse,
30/10/2009 às 12:06
Caro Matheus, gostei muito da matéria, pois demonstra o que é ser líder íntegro, competente e vitorioso, algo que neste país é difícil de encontrar, talvez: Pelé, Roberto Carlos e Airton Senna. Como assististe ao Fernando Carvalho, podes traçar um mapa de estratégias vitoriosas e que se aplicado em empresas e vida pessoal, levam ao sucesso. Você tem a persistência do Dunga, vai chegar lá com certeza. Grande abraço.
Matheus Ribas disse,
30/10/2009 às 12:22
Obrigado pelas palavras, pelo apoio de sempre e pela leitura do blog.
Com certeza chegaremos lá. A palavra-chave é perseverança. Isso é o que nos faz acreditar.
Um abraço,
Matheus.
Bruno disse,
30/10/2009 às 10:39
Sempre admirei o Dunga….como profissional de caráter irretocável. Todavia, acho que não deveria ser o treinador da seleção, pois nunca treinou time nenhum, e mesmo seus excelentes resultados não alteram minha convicção. Mas enfim, que o trabalho dele é muito bom, não há como discutir e acho que muito pela disciplina. O que a seleção mais precisa, ainda mais depois de 2006, era de alguém com pulso firme para acabar com o oba oba.
Ps.: 2006 a copa foi na Alemanha, Ribinhas, e o Brasil, perdeu para a França.
Abração.
Matheus Ribas disse,
30/10/2009 às 10:55
Valeu Gato Mestre. Pois bem, estava eu escrevendo sobre o Mundial da Alemanha e pensando no mundial de 98 na França. Inclusive o Dunga em 98 ainda jogava, mas como o Brasil foi para a final e o clima era outro, e também nas duas vezes a carrasca foi a França, misturei as bolas. Mas, valeu pela dica.
Tu sempre um cara antenado.
Um abraço e obrigado pela leitura.