Blog do Ribas

27/04/2010

Vitória indiscutível

Filed under: Futebol — Matheus Ribas @ 10:03

A vitória do Grêmio por 2 x 0 no clássico 380, disputado no Beira-Rio, deixou certezas para as duas torcidas. O Inter chega no mês de maio e ainda não inspira e não merece a confiança de seu torcedor. O Grêmio, sabe o que tem que fazer para, pelo menos, tentar surpreender seus adversários.

Vejam só: O Inter fez na última quinta-feira sua melhor partida do ano contra o Deportivo Quito. Três dias depois, consegue apenas um arremate a gol em 48 minutos no Grenal. Como pode isto? Estamos diante de um sério problema para quem precisava fazer alguma vantagem por jogar em casa na frente de sua torcida e aposta todas as suas fichas na Libertadores. O ataque colorado é inoperante. Alecsandro joga o maior tempo fora da área. Walter alterna momentos de lucidez, com chutes perigosos, misturados a uma certa distração. E no banco? Edu, não mostrou serviço ainda, Taison, esqueceu o bom futebol de 2008 e Kleber Pereira, nem sabe porque está em Porto Alegre. Fica difícil encher a torcida de esperança. E a zaga? O Inter leva gols com extrema facilidade. Foi assim contra o São José, Caxias, Pelotas, Grêmio, Novo Hamburgo…

A Direção contesta tudo isso dizendo que na Libertadores fez a melhor campanha do grupo. Convenhamos: Contra Emelec, Deportivo Quito e Cerro não poderia ser diferente. E ainda assim, conseguiu a classificação na última rodada. Com mais medo do que confiança. Fossati ainda não encontrou seu time ideal? Parece que não. Quando encontrar, pode ser tarde demais. Junto a isto, lembre-se: não foi ele contratou Kleber Pereira e Edu, por exemplo.

Vamos ao Grêmio: Silas, diante da dificuldade em escalar o Grêmio para o Grenal, obteve resposta positiva em todas as suas apostas. Hugo foi bem no lugar de Douglas, Neuton foi a revelação e o técnico pode estar diante de uma solução a qual a torcida tanto cobra e a postura adotada pelo Grêmio no Grenal foi fundamental para que o time conseguisse a vitória. Méritos de seu treinador. Assim, enche sua torcida de esperança, coloca uma das mãos na taça e aumenta sua confiança para a Copa do Brasil. O Grêmio foi superior e sua vitória foi indiscutível. Sempre que se perde com gols de bola parada se ouve a mesma coisa. Para os dirigentes, trata-se de uma desculpa. Lembro a todos que 60% dos gols no mundo são oriundos de jogadas de bola parada. Portanto, não serve como desculpa, não acham?

O Grenal sempre deixa uma torcida com certezas e esperanças, e a outra, preocupada. No Olímpico, esperança do primeiro título no próximo domingo. No Beira-Rio, preocupação e desconfiança. Os únicos que se mostram tranquilos são os dirigentes. Até quando?

15/04/2010

A rodada de ontem da Dupla

Filed under: Futebol — Matheus Ribas @ 9:34

A rodada da dupla Grenal desta quarta-feira deixa mais uma vez suas torcidas apreensivas.
O Grêmio venceu por 3×1 o Avaí no Olímpico e claro, não precisaria ficar preocupado. É o que muitos devem estar pensando. Mas o problema é que o tricolor, com um jogador a mais desde os 18 minutos do primeiro tempo, logo que marcou o terceiro gol, sofreu um e a partir daí, o Avaí ameaçou esta vantagem construída. Com este gol, o time catarinense precisa fazer dois gols na Ressacada semana que vem. Nada impossível nos jogos que temos visto hoje. E com certeza o Grêmio estará diante de uma guerra que será armada. O importante é não levar gol nos primeiros minutos do jogo de volta e se conseguir marcar um gol aproveitando a pressa do Avaí, com certeza volta de lá classificado. Pontos positivos além da vitória  e da vantagem obtida, é a volta do centroavante Borges, que inclusive marcou e a atuação de Jonas. Este mostra-se um jogador decisivo, sóbrio e atento a tudo que acontece na partida. Demonstra um amadurecimento incrível desde seu retorno ao Olímpico. Torcida ainda “pega no pé” de Silas. Até quando?

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Quanto ao Internacional, diante do empate obtido contra o Emelec no Equador em 0×0, tudo será decidido no Beira-Rio quinta que vem. O Inter enfrentará o Deportivo Quito, seu adversário direto pela classificação. Uma das coisas que preocupa a torcida é que o Emelec até ontem, não havia marcado nenhum ponto e justamente obteve seu primeiro na competição contra o Inter num jogo em que para o time equatoriano, nada valia e para o Colorado, valia a classificação antecipada. Mais uma vez o ataque do Inter foi inoperante. Walter foi quem mais tentou o gol. E por incrível que pareça, foi “punido” pelo seu treinador, sendo trocado por Taison na segunda etapa. Giuliano era o melhor, construindo as jogadas mais lúcidas do meio-campo. Também foi “punido” por Fossati, sendo substituído por Andrezinho. Não tem explicação! Quem mais jogou e tentou, acabou “punido”, digo, substituído. Sei que o Inter não perdeu na Libertadores e empatou suas partidas fora de casa, mas ainda não apresentou um futebol de time que almeja ser campeão. Está jogando muito pouco.
Por enquanto a Dupla encanta apenas seus dirigentes e treinadores. As torcidas, seguem muita apreensivas.
O Santos segue encantando. Quem vai parar o time da Vila?

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Lamentável a morte do estudante de 21 anos ocorrida na terça-feira por um choque elétrico numa parada de ônibus, em Porto Alegre. O problema já havia sido diagnosticado há tempos e ninguém fez nada. Mais uma vez tem que acontecer o pior para que se responsabilize alguém e se tome alguma atitude. De quem é a culpa? Só falta dizer que é do próprio estudante em querer “pegar” um ônibus ali onde tinha este problema e tratar este crime  como uma fatalidade. Irresponsabilidade total de quem deveria arrumar o problema. EPTC? CEEE? Prefeitura? Não sabemos. A perícia e as investigações apontarão. Esperamos que com a mesma agilidade de outros crimes de interesse público que temos acompanhado ultimamente. Lamentável!

02/04/2010

Respeito mas não gosto

Filed under: Música — Matheus Ribas @ 15:53

Começo dizendo uma coisa pra vocês: Há muito tempo não pegava uma gripe tão forte como esta que me acompanha toda a semana. Meu ouvido esquerdo entopiu e parece que não escutarei mais. Ai vocês imaginem como é para estar no ar com uma voz de gripe e sem ouvir bem. Não dá. Hoje consegui fazer um repouso na tarde para ver se melhoro. Gripe é assim, cama e remédios indicados pelo médico.
No momento em que escrevo este post, assisto o especial “Emoções Sertanejas”, com cantores do gênero homenageando Roberto Carlos, com versões de suas músicas no estilo sertanejo. Nunca me atraiu este estilo e todos sabem que muito tempo toquei rock e poprock, mas uma coisa que aprendi na vida é respeitar, mesmo não gostando ou consumindo como preferirem.

Homenagem Sertaneja a Roberto Carlos

Homenagem Sertaneja a Roberto Carlos

Sinceramente, as versões apresentadas não ficaram ruins não. Mas isso não se deve só ao talento dos artistas que por lá passaram: Roberto Carlos é o grande o responsável do que foi apresentado. Digo isso porque ele, juntamente com Erasmo Carlos, talvez sejam únicos compositores em que suas matérias-primas, ou seja, suas letras, combinam com quase tudo. Como nelas há um retrato romântico, muitos estilos musicais escrevem e cantam o romantismo. E afinal de contas, são cinquenta anos de carreira.
Tinha uma noção, claro, não tão exata, do quanto o sertanejo vende e toca no Brasil. São artistas que surgem de quase todos os cantos do país que se colocam no mercado musical. Mas desde que estou na rádio, pude ver que é muito forte mesmo este ritmo em cantos do nosso estado tão tradicionalista. No caso da rádio, digamos que ele e as “bandas ou bandinhas” como são chamadas, sustentam a audiência da mesma.
E uma coisa já não é de hoje: o sertanejo não é mais caipira como muitos pensam. Agora, ele é universitário. Eu disse universitário. Muitos ainda acham que as classes socias de “C” para baixo é que consomem esta música. Mas não é não! A música hoje está muito diversificada e isso acaba atingindo a todos. O Sertanejo e não só ele, conta hoje com guitarras distorcidas, sanfonas, percussão e outros instrumentos que diversificam o estilo musical. Não sei se isso é bom ou ruim.
Quando é que o Roberto Carlos imaginou que uma “homenagem sertaneja” seria possível? E faltaram o Luan Santana e o Fernando e Sorocaba pra festa ficar ainda maior, pois estes estão vendendo que nem cerveja e tocando como o Roberto/Erasmo na época da jovem-guarda.
Se suas “obras sertanejas” vão durar para sempre como as obras da dupla acima? Só o tempo irá nos dizer.  Eu acho que não. Agora, com licença que vou assoar o nariz, pois assim meu ouvido está querendo desobstruir e assim poderei escutar melhor o agudo do Zezé e do Chitãozinho ou Chororó (não sei qual é o mais agudo).
Um “ótimo” programa para curar a gripe. Sinceramente: respeito, mas não gosto. E quando falo do respeito que tenho por estes artistas, claro que vejo o talento deles, mas também enxergo um pouco das dificuldades e sofrimentos que muitos tiveram em suas vidas para chegarem aonde chegaram. E sempre acreditaram no estilo sertanejo que hoje encanta o Brasil.

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