Blog do Ribas

02/04/2010

Respeito mas não gosto

Filed under: Música — Matheus Ribas @ 15:53

Começo dizendo uma coisa pra vocês: Há muito tempo não pegava uma gripe tão forte como esta que me acompanha toda a semana. Meu ouvido esquerdo entopiu e parece que não escutarei mais. Ai vocês imaginem como é para estar no ar com uma voz de gripe e sem ouvir bem. Não dá. Hoje consegui fazer um repouso na tarde para ver se melhoro. Gripe é assim, cama e remédios indicados pelo médico.
No momento em que escrevo este post, assisto o especial “Emoções Sertanejas”, com cantores do gênero homenageando Roberto Carlos, com versões de suas músicas no estilo sertanejo. Nunca me atraiu este estilo e todos sabem que muito tempo toquei rock e poprock, mas uma coisa que aprendi na vida é respeitar, mesmo não gostando ou consumindo como preferirem.

Homenagem Sertaneja a Roberto Carlos

Homenagem Sertaneja a Roberto Carlos

Sinceramente, as versões apresentadas não ficaram ruins não. Mas isso não se deve só ao talento dos artistas que por lá passaram: Roberto Carlos é o grande o responsável do que foi apresentado. Digo isso porque ele, juntamente com Erasmo Carlos, talvez sejam únicos compositores em que suas matérias-primas, ou seja, suas letras, combinam com quase tudo. Como nelas há um retrato romântico, muitos estilos musicais escrevem e cantam o romantismo. E afinal de contas, são cinquenta anos de carreira.
Tinha uma noção, claro, não tão exata, do quanto o sertanejo vende e toca no Brasil. São artistas que surgem de quase todos os cantos do país que se colocam no mercado musical. Mas desde que estou na rádio, pude ver que é muito forte mesmo este ritmo em cantos do nosso estado tão tradicionalista. No caso da rádio, digamos que ele e as “bandas ou bandinhas” como são chamadas, sustentam a audiência da mesma.
E uma coisa já não é de hoje: o sertanejo não é mais caipira como muitos pensam. Agora, ele é universitário. Eu disse universitário. Muitos ainda acham que as classes socias de “C” para baixo é que consomem esta música. Mas não é não! A música hoje está muito diversificada e isso acaba atingindo a todos. O Sertanejo e não só ele, conta hoje com guitarras distorcidas, sanfonas, percussão e outros instrumentos que diversificam o estilo musical. Não sei se isso é bom ou ruim.
Quando é que o Roberto Carlos imaginou que uma “homenagem sertaneja” seria possível? E faltaram o Luan Santana e o Fernando e Sorocaba pra festa ficar ainda maior, pois estes estão vendendo que nem cerveja e tocando como o Roberto/Erasmo na época da jovem-guarda.
Se suas “obras sertanejas” vão durar para sempre como as obras da dupla acima? Só o tempo irá nos dizer.  Eu acho que não. Agora, com licença que vou assoar o nariz, pois assim meu ouvido está querendo desobstruir e assim poderei escutar melhor o agudo do Zezé e do Chitãozinho ou Chororó (não sei qual é o mais agudo).
Um “ótimo” programa para curar a gripe. Sinceramente: respeito, mas não gosto. E quando falo do respeito que tenho por estes artistas, claro que vejo o talento deles, mas também enxergo um pouco das dificuldades e sofrimentos que muitos tiveram em suas vidas para chegarem aonde chegaram. E sempre acreditaram no estilo sertanejo que hoje encanta o Brasil.

Tema: Rubric. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.